Cantora Amanda agita as pistas e faz ensaio fotográfico em Nova York

Artista fala do lançamento do novo CD, parcerias e o sucesso internacional

Rodrigo Bessa

Em entrevista, Amannda Aragão, 33 anos, conta que nasceu em Campinas, mas viveu grande parte de sua vida em Niterói, Rio de janeiro. Com 12 anos de carreira, começou com música popular brasileira e black music. Hoje, é cantora de destaque no cenário da música eletrônica.

- Tinha 18 anos quando comecei a fazer um curso de música e a cantar música brasileira em barzinho, voz e violão. Quem conseguiu o meu primeiro trabalho foi minha mãe, que freqüentava um barzinho de música ao vivo em Niterói. Ela sugeriu para o proprietário que eu cantasse e fiquei por lá durante três anos. Foi o trampolim para outros trabalhos. Comecei a cantar em uma banda de Niterói chamada "Rio Soul", que fazia muito shows no eixo Rio e São Paulo com black music. Até minha forma de cantar, tive que aprender com a música eletrônica, que é bem peculiar. Tive a vivência de diferentes tipos de trabalhos, já fui backing vocal de axé, a música sempre esteve presente na minha vida em qualquer estilo. Eu não sou uma pessoa que tem preconceito musical - relata.

Foto: Cristiane Oliveira

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Show de Amannda na casa noturna Lux Lounge

Amannda mora em São Paulo há seis anos. Inicialmente, mudou-se para a capital paulista, pois pretendia trabalhar como cantora de musical.

- Mudei-me para São Paulo para fazer o curso do Wolf Maia, pois queria trabalhar em um musical. Engraçado que quando você programa uma coisa e o caminho sempre te leva para o outro lado. Mas aí, compus uma música na época, ela caiu na mão de um produtor e acabou estourando nas pistas. Daí, mudei de mala e cuia para a capital paulista. Começaram a surgir muitos trabalhos, e não tive como conciliar com o curso. Continuei só na música eletrônica. Sou super feliz, pois eu fui uma das pioneiras neste estilo. Hoje, tem algumas meninas novas, tanta gente talentosa que investiu neste segmento. No passado era muito difícil - explica.

Sucesso no Exterior

A cantora morou um ano nos Estados Unidos, onde aprendeu a língua inglesa, e as músicas cantadas neste idioma abriram espaços nas pistas internacionais.

- Ano passado, fiz shows no México e em grandes eventos como o "Intermusic" de Miami e o festival do Havaí.  Para uma brasileira chegar lá, me sinto lisonjeada, pois é muito difícil, principalmente no festival do Havaí. Só tinha eu de menina e competi com grandes nomes para conquistar este espaço. É legal divulgar nosso trabalho fora do país. Tem que abrir espaço nos palcos para todas as meninas - explica.

Fotos: Divulgação

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Ensaio fotográfico com a cantora Amannda na Times Square, Nova York.

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No começo da carreira, ela era conhecida como Amannda Aragão. Por causa da numerologia, ela adotou o primeiro nome com os dois "n", e o resultado foi o numero 11 que ela conta ser o número da sua vida. Aboliu o sobrenome porque não se falava corretamente em inglês. A cantora afirma que é preciso acreditar em si mesmo para o sucesso acontecer.

 - Na verdade, acho que a vida é uma coisa muita difícil pra mim, pois eu sou do signo de escorpião, gosto de estar sempre junto de alguém. Lógico que a gente tem sempre que contar com você mesmo e com Deus. Todos têm amigos, acima de tudo, você tem que acreditar em si mesmo. A partir do momento que você não acredita, quem está ao seu lado também não acredita. Impressionante, quando você acredita em uma coisa, você acha que aquele é o seu caminho, acaba contagiando todo mundo. O próprio clip "The only one" é um exemplo disso, a produção contou 35 pessoas no set de filmagem. Eram 35 pessoas que não estavam apenas sendo pagas para estarem lá, pois eram pessoas dispostas em estarem no set. Este videoclipe vem para dar uma virada no meu trabalho, é uma coisa muito Amannda, muito a minha cara. Ao mesmo tempo, que mostra o meu lado Diva no palco, apresenta também o meu lado simples. Sou uma pessoa muito simples, eu faço o meu trabalho por gostar dele. Não por aquilo que ele me traz, pois o que ele me traz de felicidade, ao mesmo tempo me traz muita dor de cabeça. Gosto de fazer pelo olhar das pessoas quando estou em cima do palco, pelo carinho que elas me passam. Isso que vale a pena. Se não, já tinha desistido algum tempo atrás - conclui.

Foto: Cristiane Silva

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Show na casa noturna Lux Lounge

A cantora Amannda em entrevista para o site na casa noturna Lux Lounge