Produção de Moda inspirada na Família Real

Alunos do Curso de Design de Moda realiza produção inspirada na chegada da Família Real ao Brasil

Rodrigo Bessa

O aniversário de 203 anos da chegada da família real no Brasil inspirou os alunos do 7º período do Curso de Design de Moda da Faced, a criarem produções de moda  com o tema “A epopéia Lusitana”. A tentativa de todos envolvidos era fazer uma releitura deste período histórico, ou seja, como seriam os estilos destes personagens na contemporaneidade. De acordo com os livros de história, no dia 29 de novembro de 1807, um príncipe regente medroso, glutão e viciado em coxas de galinhas chamado João, juntou a mãe Maria conhecida como uma rainha louca, a mulher Carlota Joaquina, os filhos e cerca de 11 mil pessoas e partiu, ou melhor, fugiu para o distante Brasil , uma colônia que pertencia a seus domínios e ficava do outro lado do oceano Atlântico.

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Os alunos criaram uma versão contemporânea da mãe de Dom João, a rainha louca

A razão da mudança foi o medo de ser deposto pelo Exército francês, comandado pelo imperador Napoleão Bonaparte. Em terras brasileiras, o príncipe ficou por 13 anos, realizou alguns feitos importantes nas estruturas do estado do Rio de Janeiro e do país como implantação de um sistema monetário, abertura do Banco do Brasil, Universidades, Biblioteca Nacional e uma grande coleção de plantas nacionais e estrangeiras no Jardim Botânico. Para administrar o seu grande império, do qual também fazia parte possessões na África e Ásia, Dom João se viu obrigado a montar um aparato estatal que incluía ministérios, tribunais e diversos departamentos administrativos. Após a morte de sua mãe, a Maria Louca, tornou-se rei e fez do filho, Pedro, seu sucessor.

Depois, quando Napoleão já havia perdido a guerra , voltou para sua terra natal. Até 1808, a idéia de pertencer a um mesmo país não existia. Os habitantes se diziam “das Minas”, “das Bahia”, “de São Paulo”, “do Pará”, “de Pernambuco”, mas nunca se apresentavam como brasileiros. A presença da família real impediu a fragmentação do território em pequenos países como aconteceu com os vizinhos espanhóis. O ato mais significativo de todos foi à elevação da colônia à categoria de Reino Unido do Brasil, Portugal e Algarves em 1815. Esse fato apressou a nossa independência, em 1822. Assim, se a família real tivesse ficado em Portugal, certamente o Brasil seria um país completamente diferente do que vivemos hoje.