5ª Mostra de Cinema de Belo Horizonte

Evento marca o segundo encontro de coprodutores internacionais

Rodrigo Bessa ( de Belo Horizonte)

A 5ª Mostra Cine BH, realizada na capital mineira, foi um espaço de encontros, formação e reflexão sobre a produção cinematográfica mundial. O evento aconteceu nos dias 29 de setembro a 4 de outubro, com uma programação variada de palestras, debates, workshops, oficinas e exibição gratuita de 96 filmes nacionais e internacionais.

Duas homenagens foram prestadas nesta edição: à produtora Vânia Catania, que soube imprimir uma visão empreendedora ousada à frente da Bananeira Filmes, que comemora 10 anos de existência. No ensejo do Momento Itália/ Brasil, o segundo homenageado foi o multiartista italiano Tonino Guerra, roteirista, poeta, escritor, pintor, que completa 92 anos e foi um dos definidores do cinema italiano das décadas 1960 e 1970, através de sua parceria com cineastas como Antonioni, De Sica, Monicelli e Fellini.

Um dos destaques da programação deste ano foi o Brasil CineMundi – Second International Coproduction Meeting, uma iniciativa que aproxima a produção brasileira independente da indústria audiovisual mundial. Este encontro de brasileiros e estrangeiros foi instrumento facilitador do diálogo com o mercado internacional, por meios de parcerias produtivas e intercâmbio de ações e informações.

Foto: Divulgação

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A produtora de cinema Marcela Jacques afirma que a mostra teve grande evolução com o encontro internacional.

- Evolui muito, principalmente com relação à produção e ao encontro internacional. Esta edição teve a intenção que aconteçam coproduções relacionadas aos projetos brasileiros e de outros países. Isso potencializa o processo de coprodução e viabiliza a realização de projetos – relata Marcela.

A documentarista e cineasta com projeto de longa-metragem em animação Tânia Anaya diz que é fundamental a realização do contato internacional.

- É fundamental o encontro para aconteça a realização de projetos. A parceria viabiliza, e ela só acontece a partir destes diálogos. Você fica sabendo de casos de produção que deram certo a partir da mostra – comenta Tânia.

Foto: Divulgação

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Oficinas

Setes oficinas foram realizadas e 205 participantes contemplaram todo o processo da indústria cinematográfica, do desenvolvimento de um roteiro à interpretação e até a avaliação de estratégias para se lançar um filme no mercado.

O ator Alexandre Cioletti já havia trabalhado com o preparador de atores do filme “Batismo de sangue”, e por este motivo resolveu participar da Oficina de interpretação de Sergio Penna.

- Fiquei sabendo da Oficina do Sergio Penna e me interessei, pois já havia trabalhado com ele no cinema. Acho que Belo Horizonte ainda é carente com relação a eventos, poderiam ocorrer outros da mesma proporção deste, pois o mercado cinematográfico está em expansão – conta Alexandre.

A atriz Juliane Guimarães Ribeito, outra aluna participante da oficina, considera a mostra interessante por apresentar filmes que retratam a diversidade do cinema brasileiro.

- O mais interessante da mostra é que você tem uma visão mais panorâmica das coisas, pois este evento vem sem filtro, sem apelo comercial. Isto despertar o gosto pela diversidade do cinema brasileiro e por outros tipos de arte. – conclui.